English Arabic Bulgarian Chinese (Traditional) Croatian Dutch French German Greek Hindi Italian Japanese Korean Norwegian Polish Portuguese Romanian Russian Spanish Swedish Catalan Filipino Indonesian Vietnamese Estonian Galician Hungarian Maltese Thai Turkish Persian

A Vale é Nossa!

on Sábado, 01 Setembro 2007. Posted in Experiências Socioambientais

Plebiscito Popular pela Anulação do Leilão da Vale do Rio Doce. Aqui um conjunto de informações e caminhos práticos de intervenção. Participe!

História

A CVRD foi privatizada em um leilão discutível em 1997, período do governo de Fernando Henrique Cardoso (PSBD). Movimentos sociais de todo o Brasil se mobilizaram para barrar a privatização na época, mas não obtiveram sucesso diante da truculenta repressão promovida por FHC.

Atualmente circulam na Justiça 107 ações que questionam a legalidade do leilão. Em outubro de 2005, o Tribunal Regional Federal de Brasília julgou que 69 dessas ações não seguiriam arquivadas em Belém (PA), onde não foram devidamente apreciadas.

A decisão do TRF de Brasília, além de "ressuscitar" as ações, pretende apurar se houve vícios no edital de venda e se a empresa foi subavaliada no negócio. Nesse momento, cabe recurso aos réus nas ações que, entre 15 nomes citados, está o do ex-presidente FHC, a União e o BNDES, entre outros.

Leilão

O jurista Eloá Cruz é autor de ação popular pedindo a declaração de nulidade do leilão. De acordo com a Constituição, a ação popular é um instrumento para que qualquer cidadão possa mover um processo sem o risco de pagar os honorários se o julgamento for desfavorável. “Basta apenas ter título de eleitor para usar este instrumento, à disposição de qualquer um”, diz.

O jurista exemplifica que o leilão da CVRD não foi lícito com os seguintes argumentos: a Lei de Licitação determina que, para o leilão de bens móveis, na bolsa de valores, é obrigatória uma avaliação prévia desses bens. Do ponto de vista de Cruz, se o TRF de Brasília considerar procedente que houve a irregularidade na avaliação prévia da companhia, então isto implica dizer que a própria venda foi inválida.

Cruz acrescenta, lembrando novamente a Lei de Licitação, que “não pode haver nenhum vínculo entre avaliador e comprador”, apontando a participação do Bradesco no consórcio de avaliação de venda, para mais tarde tornar-se acionista da companhia. A consultora estadunidense Merril Lynch também é alvo de dúvidas, pois tinha relação de negócios, na época, com o Anglo American, grupo que participou da venda da Vale.

Entre outros pontos, o jurista ainda defende que, como não há previsão de tempo para uma decisão favorável à anulação do Leilão, os dividendos da Vale devem ser depositados em um fundo à disposição do Tesouro Nacional, como medida cautelar.

Possibilidade concreta

Na opinião da deputada federal Dra Clair da Flora Martins (PT-PR), autora de ação questionando as ilicitudes do leilão, agora a estratégia é para que a decisão de Brasília seja mantida, visando a anulação da venda e a conseqüente indenização aos cofres públicos. A deputada informa que existe um fundo criado por lei que a companhia deveria de depositar para os estados, mas deixou de cumprir depois de privatizada. Além da disputa nos tribunais, é importante a mobilização da comunidade, cobrando dos candidatos uma posição, junto com a circulação de informação nos comitês formados nos estados.

Já a ação encabeçada pela deputada estadual Socorro Gomes (PCdoB-PA), contesta os argumentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando justificou o leilão da CVRD. Paulo Guimarães, advogado do partido, ressalta a possibilidade de que a União volte a ter o controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce. “Se o controle acionário passasse para a União, não vai haver impacto negativo para a companhia. Haveria um acerto de contas com os investidores privados, para saber o que os participantes investiram”, pensa.


A Vale é nossa

Os comitês municipais e estaduais da campanha "A Vale é nossa" estarão realizando neste mês de julho e agosto cursos de formação sobre o tema. A inciativa conta com inúmeros materiais, dentre eles uma cartilha, cartazes, jornais e um DVD. O vídeo da campanha você acessa abaixo e a idéia é distribuí-lo nos estados.

Os cursos de formação têm como desafio atingir o maior número possível de formadores/multiplicadores (1000 lideranças em cada estado). O material também está disponível na página www.avaleenossa.org.br.

Cada pessoa que tiver possibilidade de realizar debates sobre o tema poderá organizar urnas de votação durante a Semana da Pátria (1º a 7 de setembro). As urnas podem ser montadas em sindicatos, fábricas, escolas, associações de moradores, praças, igrejas e nos diversos espaços de grande circulação de pessoas.

Cada estado tem autonomia para organizar o plebiscito, bem como o trabalho de conscientização junto à população e os atos de rua. Nos últimos dias, o trabalho de formação tem repercutido e muitas pessoas têm manifestado a sua indignação contra a venda da companhia, desejando participar da campanha.

Orientações

1 - As urnas podem ser feitas artesanalmente. Para uma pessoa participar (votar) do plebiscito, qualquer documento basta. Em breve a cédula do plebiscito será disponibilizada na página da campanha e também distribuída para as organizações sociais que deverão reproduzi-las e distribuí-las aos locais de votação, juntamente com a lista de votação.

2 - A recomendação é que os menores de 16 anos, crianças e adolescentes, votem em uma urna separada, assim como a contagem desta deve ser em separado. A entrega dos resultados do plebiscito será definida posteriormente, possivelmente no mês de outubro (processo ainda a ser definido, o MST está sugerindo que seja durante a 2º Assembléia Popular - de 22 a 25 de outubro em Brasilia). Assim que houver informações as mesas serão amplamente divulgadas. A entrega dos resultados será feita aos três poderes (Judiciário, Legislativo e Judiciário).

Quem quiser também pode participar enviando textos, artigos, notícias para o site no endereço: contato@avaleenossa.org.br.

Fontesite A Vale é Nossa 

 

 

Compartilhar?

Comentários (0)

Deixe um comentário

Você está comentando como visitante.